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O amor não precisa de limites.


Eu não sou bom com definições.


Sei que pesa demais nessa avaliação negativa o fato de eu ser um apaixonado pelas palavras. Sou um verdadeiro fã da arte de destrinchar os conceitos pré fabricados ou socialmente aceitos e conseguir recosturar belíssimas e diversas variações sobre eles.

Vai ver é por isso que eu não sou bom com definições: eu sou bom com possibilidades.


Talvez, esse talento incompreendido venha da minha vontade absurda em conhecer novos mundos ou, quem sabe, da minha mania em querer aprender novas formas de enxergar o mesmo mundo. Sou um entusiasta da ideia de que todas as pessoas têm muito a compartilhar, porque, pra mim, cada pessoa é um universo. Sempre que posso, aposto as minhas fichas nas experiências de troca. Às vezes eu ganho, às vezes eu não ganho, mas eu aprendo em todas as apostas e sei que só sou quem sou por tudo o que vivo, por tudo o que sinto e, principalmente, por todos que tenho ao meu redor. Aprendi, assim, que viver é sobre saber escolher.


Vai ver é por isso que eu não sou bom com definições: eu sou bom com relações.


De repente, eu não tinha percebido, até hoje, que, na verdade, todas as minhas fichas estavam sempre apostadas nas particularidades que só as relações têm. Sou um completo admirador dos laços criados entre as pessoas, das milhares de definições sobre os vínculos e das infinitas possibilidades de amar. Afasto totalmente qualquer necessidade de alvará, burocracia, carimbo ou chancela sobre o afeto, porque acredito, sinceramente, que as pessoas precisam ser livres para sentir. O que quiserem, quando quiserem, na intensidade que quiserem, com quem quiserem e quantas vezes quiserem. Aprendi que existem muitas formas e tipos de amor e de amar.


Vai ver é por isso que eu não sou bom com definições.


Eu sou melhor com amor.


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