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Não morra sem viver!


Eu não sei se, algum dia, vou me acostumar com quem vive a vida sem viver.


E não sei, porque, para mim, não faz sentido nenhum existir com o intuito de se defender de ameaças inexistentes, de se proteger de monstros imaginários e de se esquivar de sentir tudo o que faz a vida, realmente valer. Para mim, não faz sentido apenas existir. Eu gosto mesmo é de viver.


Eu sei que o nosso instinto animal de preservação busca evitar a dor sempre que possível e que ninguém é maluco para gostar de se machucar. Eu sei de tudo isso. Só que eu também sei que existe uma vida inteira e linda entre os extremos da racionalidade e da inconsequência e eu amo saber que uma parte inevitável do caminho é remendar alguns curativos e esperar o cicatrizar de alguns arranhões. Porque a vida não é só que a gente leva, mas, principalmente, o que a gente deixa. Na gente, no outro e no mundo. A vida é o aprendizado.


Eu acredito que a vida exige disposição e coragem e sei que, todas as vezes que olho para trás, fiz o meu melhor e deixei tudo o que tinha. Eu sorrio um sorriso de dever cumprido e continuo acreditando que a vida só se dá para quem se entrega. Carrego essa crença como uma das minhas verdades inabaláveis: a gente tá na vida para se entregar, para se jogar, para tentar, para errar, para quebrar a cara, para tentar de novo, para errar de novo, para magoar, para ser magoado, para dar pé na bunda, para tomar pé na bunda, para sofrer, para chorar, para superar, para sorrir, para vencer, para saber, para achar que sabe, para sonhar, para alcançar, para aprender, para amar e, principalmente, para viver! A gente tá na vida pra viver!


Eu não sei se, algum dia, vou conseguir entender quem vive a vida sem viver.


Eu espero, sinceramente, que não, porque Deus me livre de não ter história para contar, perrengue para rir, lembrança para visitar, saudade para matar e orgulho para sentir.


Eu não vou morrer sem viver!


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