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Eu sinto muito.




Eu amo tanto o silêncio que eu tenho certeza que eu seria um bom tímido.


A paz que só ele proporciona e a tranquilidade que só ele traz dispensam qualquer eventual teste vocacional: definitivamente eu seria um bom, talvez até excelente, tímido. Só que a minha paixão absurda por contar, ouvir e conhecer histórias vai totalmente de encontro à minha hipotética boa qualidade.


Eu amo o silêncio, mas eu amo mais ainda os detalhes. Eu amo as sutilezas do caminho, eu amo o que todo mundo teve a chance de ver e, mesmo assim, deixou passar e eu amo de paixão todas aquelas coisinhas que ninguém mais percebeu. Todas as vezes que eu lembro de alguma dessas pequenas poesias da vida, eu rio sozinho e eu amo quando tenho certeza que pareço meio maluco por estar rindo “do nada”.


Eu amo o silêncio, mas eu amo mais ainda as relações. Eu amo as resenhas infinitas, eu amo os papos que se perdem nas horas, eu amo os encontros regados à gargalhadas, eu amo a intimidade construída aos pouquinhos ou a intimidade que, às vezes, vem logo de cara também. Eu amo os abraços apertados, eu amo os beijos que deixam tudo claro e eu amo os calores que só a proximidade pode trazer. Eu amo muito as relações.

Eu amo o silêncio, mas eu amo mais ainda as palavras. Vai ver eu só amo o silêncio, porque ele me traz a paz e a tranquilidade que eu preciso para poder escrever, para poder falar, para poder ouvir, para poder aprender e absorver tudo ao meu redor e para poder contar como é a vida vista pelos meus olhos e como o mundo passa pelo meu coração.


De repente eu nem seria um tímido tão bom assim.


Às vezes a gente nem sabe o que dizer, porque só sabe sentir.


E eu sinto muito. Ainda bem.


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Ai meu coração

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